Mudras são gestos feitos com as mãos ou com o corpo, que nos permitem entrar em sintonia com frequências energéticas específicas dentro do nosso ser. A palavra Mudra é geralmente traduzida como gesto ou selo, e estes dois significados vão de encontro com a propriedade essencial dos mudras. Eles são gestos que selam ou captam uma frequência energética específica. A raiz da palavra Mudra deriva de duas palavras em sânscrito. A primeira é mud, que significa encanto ou prazer. A segunda é dru, que significa produzir, gerar. Os mudras, portanto, trazem à superfície o estado inato de felicidade sempre presente dentro de nós, esperando para ser descoberta.

Os mudras que serão explorados neste capítulo são aqueles usados tradicionalmente em práticas espirituais, mas os mudras também fazem parte da comunicação e da linguagem cotidianas. Usamos mudras todos os dias na forma de gestos feitos com as mãos, com o corpo e expressão facial, que transmitem significados e atitudes além das palavras. Esses mudras cotidianos apreendem uma modulação energética ou emocional e a transmitem aos outros. Exemplos disto são os gestos de cruzar os braços ou as pernas, que dão a impressão de defesa ou de proteção. Estas práticas intrínsecas de mudra são provavelmente a origem e a base da arte e da ciência do mudra.

A ORIGEM DOS MUDRAS

A prática de mudras num contexto espiritual tem suas raízes em antigas práticas do xamanismo no subcontinente indiano e também por todo o mundo. Muitas religiões apresentam mudras de alguma forma, como pode ser visto em estátuas e pinturas de Jesus, que normalmente o representam fazendo um determinado gesto com as mãos, ou seja, um mudra. O que torna a prática dos mudras ímpar no subcontinente indiano é o quanto foi desenvolvida e com que precisão “científica” tem sido elaborada e praticada.
Os mudras fazem parte da religião e da cultura Védica na Índia desde os primeiros registros da história. As cerimônias religiosas descritas nos Vedas há 5.000 anos incluem gestos das mãos juntamente com a entoação de mantras. Sons (mantra) e gestos (mudra) eram usados pelos sacerdotes (Brahmins) para conectarem-se à terra e ao cosmos, e então canalizarem estas energias para o benefício temporal e espiritual da primitiva civilização Védica. Ainda hoje, os rituais Védicos na Índia continuam a usar o mudra em suas cerimônias religiosas. O mudra também é amplamente usado na dança clássica indiana chamada Bharata Natyam, que pode ser traduzida como o Teatro da Índia. Estátuas da primitiva civilização do vale do rio Indo, de 5.000 anos atrás, mostram dançarinos fazendo gestos com as mãos, como parte integrante da dança clássica. A dança clássica indiana requer anos de treino, não só dos movimentos e gestos da dança, mas também dos princípios psicocósmicos que a dança manifesta. A dança é uma metáfora da dança e do drama da vida, assim como da busca espiritual. Os mudras utilizados na dança permitem ao dançarino canalizar determinadas energias da vida e da espiritualidade e transmiti-las aos espectadores.

A ciência do mudra foi desenvolvida plenamente durante o período Tântrico, que atingiu seu ápice cerca de mil anos atrás. Assim como o primitivo xamanismo, no qual os mudras tiveram sua origem e evolução, o Tantra é matriarcal, com enfoque na deusa Shakti, um símbolo das poderosas energias psicoespirituais do Universo. Os mudras são veículos e portais para a conexão com estas energias do universo num nível mais profundo.

Fonte: https://yogaintegrativa.com.br/index.php/artigos/mudras/198-o-que-sao-mudras

 

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