Houve um momento na vida em que aprendi a não forçar nada. Assim como a água que nunca impõe a sua cor, aprendi a me tornar um observador. É impressionante o poder da observação e da aceitação. Eu vejo verdades e mentiras, coisas bonitas e feias, mas nunca me oponho a elas. As nuvens passam e eu apenas as observo, e é essa aceitação que faz que todo veneno seja transformado em néctar, todo o sofrimento em alegria.

Só podemos aceitar de fato a vida quando podemos confiar em Deus plenamente. Há momentos felizes, há momentos difíceis, esse é o jogo divino. Há mortes, tragédias, perdas. Há conquistas, êxtases, maravilhas. Quando se pode ser o mesmo em ambas as situações, quando se pode manter a equanimidade independentemente do que aconteça, entregamos nossas vidas ao divino e confiamos no caminho.

No caminho rumo à liberação muitas vezes precisamos fazer sacrifícios, e quando ele é consciente tem um tremendo poder de purificação. Não existe desapego sem sacrifício, não existe iluminação sem sacrificar o ego. O sacrifício, aliás, é apenas uma percepção distorcida de nossa parte, já que acreditamos estar abrindo mão de “tudo” para não ganhar “nada”. Ao longo da jornada, entretanto, vamos percebendo que o que ocorre é exatamente o contrário: a gente abre mão do nada para ganhar tudo. No mais profundo, abre mão do sofrimento para viver em alegria.

Enquanto você se opõe aos eventos da vida, seu sofrimento se potencializa. Quando os aceita, esse veneno vai se diluindo, se transformando em um grande presente da existência. Com a prática da aceitação, vamos nos tornando usinas alquímicas. Tomamos veneno para transformá-lo em néctar, inspiramos sofrimento e expiramos alegria. Pode parecer estranho, mas ao passo em que alquimizamos a dor que nos habita, vamos nos abrindo para desvendar o mistério maior da vida.

Por isso tenho sempre lhe convidado a lidar com suas dores existenciais: com a criança ferida que lhe deixa preso em um ciclo vicioso de dor e miséria. É preciso superar os pactos de vingança e entrar em acordo com seu passado, reparando as relações com sua família, amantes, amigos. Sem essa faxina fica impossível sustentar o êxtase da vida, porque as mágoas escondidas fazem você cair quando menos espera.

Com o tempo, ao se harmonizar com os traumas passados, novas redes neurais vão sendo acordadas, novos caminhos vão sendo abertos para que seja possível viver a vida a partir de novos comportamentos – mesmo que ainda se tropece nos antigos. O seu trabalho passa a ser então, estabilizar a mente para que ela não balance quando tudo a sua volta parece desmoronar.

Na medida que desperta, acorda também o amor e o perdão em seu coração. Fortalece o que é verdadeiro em você e que nunca morre, rompendo com os véus da ilusão, que o fazem prisioneiro de toda perturbação e sofrimento. É um trabalho constante, são os passos da jornada.

Que o amor e a sabedoria possam iluminar sua caminhada.

Fonte: https://prembaba.blogosfera.uol.com.br/2018/07/13/como-transformar-o-sofrimento-em-alegria/

 

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