A vida é um equilíbrio constante entre movimento e repouso. A natureza é composta pela combinação da força dos cinco elementos, terra, água, fogo, ar e espaço, movidos pelos seus três atributos, tamas (repouso), rajas (movimento) e sattva (equilíbrio).

Tamas – quando a mente está tomada por tamas, tende à letargia, ao sono, à falta de compreensão, egoísmo. No corpo, cria estagnação, preguiça, sensação de peso e exaustão.

Rajas – quando a mente está tomada por rajas, tende à ação, à dinâmica, insatisfação constante. No corpo gera movimento, impulso de ação e inquietação.

Sattva – quando a mente está tomada por sattva, tende à compreensão, ao aquietamento, à reflexão. No corpo gera quietude e satisfação.

Os três movimentos são essenciais para o nosso corpo e para a nossa mente. Todos têm o seu papel tanto na natureza quanto em nosso corpo e mente. Mas podemos dizer que a prática de Hatha Yoga, e especificamente de ásanas, é uma forma de movimentar o corpo, colocando-o em determinadas posturas, equilibrando permanência e dinâmica, para que floresça sattva na mente.

Geralmente nós associamos exercício físico ao constante esforço e a maior parte deles atualmente está relacionado à autossuperação e à competição, o que pode nos gerar esgotamento. Especialmente numa sociedade que estimula a competição desde que nascemos. A competição já está presente na escola, no trabalho e em vários aspectos do nosso cotidiano. Vivemos numa sociedade rajásica. Estimular ainda mais a competição na prática de exercício, em vez de ajudar em nosso equilíbrio, pode contribuir com nosso desequilíbrio.

A prática de ásana é sobretudo uma forma de cultivar sattva em nosso corpo e em nossa mente. Uma mente sáttvica abre mão da competição, porque está satisfeita consigo mesma. Ao mesmo tempo não é levada pela letargia, pois encontra estabilidade. O corpo e a mente banhadas por sattva encontram estabilidade e conforto. Isso é o que Patanjali quer dizer com o seu sutra sobre o ásana.

Aceitar-se como se é, ou seja, a satisfação consigo mesmo é em si uma saúde. Contrariamente ao que muitos pensam, o contentamento não diminui a nossa capacidade de agir mas, ao equilibrar tanto na mente quanto no corpo as forças de movimento e de descanso, aumenta a nossa potência criativa.

A entrega na prática de ásana

O Hatha Yoga é um caminho,

a descoberta de um caminhar,

calmo e firme.

O despertar de um olhar peregrino

atento e sereno

que percorre o corpo

para reconhecer que já estamos,

sempre estivemos

em casa.

É na entrega, na aceitação que aprendemos a fluir de acordo com os movimentos da natureza. Livre da pressão de ser algo, livre da pressão de precisar ter algo para ser feliz. Nessa simplicidade observamos o mundo com mais clareza, estabilidade e liberdade.  Uma clareza que nos dá mais sensibilidade para enxergar a realidade e as oportunidades de movimento e de ação. Uma estabilidade que nos ajuda a aplicar a força adequada na ação, sem excesso ou gasto de energia. E uma liberdade que nos permite a calma necessária para acolher os resultados, independente de estarem ou não de acordo com a nossa vontade. Para, então, agir novamente, se necessário. Isso vale tanto para a prática de ásana quanto para a vida. A prática de ásana é o espaço onde, através do corpo, da forma como o colocamos na postura, a atitude de observação, o equilíbrio entre a permanência e o movimento, a mente e o corpo são convidados e conduzidos a esse estar no mundo mais firme e confortável.

https://www.vidadeyoga.com.br/o-poder-dos-asanas/

 

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